A rotina de uma empresa de gestão e transporte de resíduos é naturalmente caótica. São caminhões que demandam manutenção, motoristas que precisam de treinamento, clientes exigindo documentação e uma legislação ambiental que não para de mudar.

Nesse cenário, o gestor muitas vezes se sente apenas “apagando incêndios”, sem conseguir atuar na raiz dos problemas. É comum ouvir falar de ferramentas de qualidade como o Diagrama de Ishikawa e o Princípio de Pareto, mas a dúvida principal permanece: qual delas aplicar para resolver as dores da minha operação hoje?

Para ajudar você a decidir, separamos as principais diferenças e aplicações práticas de cada uma delas no seu setor.

1. Entendendo a diferença fundamental entre as duas ferramentas

Antes de aplicar, é preciso entender o objetivo de cada metodologia. Pense nelas como etapas diferentes da resolução de um problema.

  • O Diagrama de Ishikawa (Espinha de Peixe) é uma ferramenta qualitativa e investigativa. Ela serve para descobrir a “causa raiz”. Você usa quando já sabe qual é o problema, mas não entende o motivo dele estar acontecendo.
  • O Princípio de Pareto (Regra 80/20) é uma ferramenta quantitativa e estatística. Ela serve para definir prioridades. Você usa quando tem muitos problemas diferentes e precisa decidir onde focar seus recursos financeiros e humanos primeiro.

2. Quando utilizar o Diagrama de Ishikawa na sua operação

Esta ferramenta é ideal para momentos de brainstorming com sua equipe, quando é necessário investigar um incidente isolado ou recorrente que não tem uma explicação óbvia.

  • Situação prática: Um caminhão específico da frota apresenta desgaste prematuro de pneus, muito acima da média dos outros veículos.
  • A aplicação: Reúna a equipe de manutenção e tráfego e desenhe a espinha de peixe. Analise categorias como “Método” (o motorista está calibrando?), “Meio Ambiente” (a rota desse caminhão passa por vias muito esburacadas?), “Material” (a marca do pneu é ruim?) e “Mão de Obra” (o motorista dirige de forma agressiva?).
  • O objetivo: Sair da reunião com a causa exata identificada para agir sobre ela.

3. Quando utilizar o Princípio de Pareto (80/20)

O Pareto é a ferramenta do gestor financeiro e operacional. A premissa é que 80% dos seus problemas (ou custos) vêm de apenas 20% das causas. Use-o para otimizar o orçamento.

  • Situação prática: Sua empresa está gastando um valor excessivo com manutenção corretiva e você precisa reduzir custos urgentemente, mas não tem dinheiro para renovar toda a frota.
  • A aplicação: Levante os dados de todas as ordens de serviço dos últimos seis meses. Ao colocar em um gráfico, você provavelmente descobrirá que a grande maioria dos gastos está concentrada em poucos veículos.
  • O objetivo: Em vez de tentar consertar tudo um pouco, você foca em resolver definitivamente o problema (ou vender) os poucos veículos que estão drenando 80% do seu orçamento de oficina.

4. O cenário ideal: Combinando as duas estratégias

Os melhores resultados surgem quando você utiliza as duas ferramentas em sequência lógica, transformando dados em ação corretiva.

  • Passo 1 (Pareto): Use seus relatórios gerenciais para identificar qual é o maior gargalo da empresa. Por exemplo, você descobre que “Erros no preenchimento do MTR” é o motivo de 80% das multas ou atrasos no faturamento.
  • Passo 2 (Ishikawa): Agora que o problema prioritário foi isolado, use o Ishikawa para entender por que o erro acontece. É falta de treinamento? O sistema é difícil de usar? A informação chega errada do cliente?
  • Passo 3 (Solução): Ataque a causa raiz descoberta.

5. A necessidade de dados confiáveis

Para que qualquer uma dessas ferramentas funcione, especialmente o Princípio de Pareto, o “achismo” deve ser deixado de lado. Não é possível priorizar investimentos baseando-se apenas na intuição ou em anotações manuais que podem estar incompletas.

Para aplicar essa gestão de qualidade, sua empresa precisa de um registro fiel do que acontece na rua. Ter um software especializado, que centralize desde a emissão dos documentos fiscais e ambientais até o controle de manutenção da frota, é o que garante a precisão dos dados.

Quando você tem a informação correta na tela, ferramentas como Ishikawa e Pareto deixam de ser teoria e se tornam o mapa para a lucratividade da sua empresa.

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